UMA SOLUÇÃO DEFINITIVA PARA A PIRATARIA NA WEB

São Paulo, 24 de junho de 2009, quarta-feira.

Saiu nessa última quinta-feira, no caderno de Link, do Jornal da Tarde (18 de junho de 2009), um artigo sobre o problema de pirataria na Internet. E a polêmica gerada é pela aplicação da Lei Sarkozy no Brasil. Para quem que não sabe, Nicolas Sarkozy, presidente da França, defendeu uma lei em que o internauta é advertido em duas ocasiões, caso seja flagrado em baixar ou compartilhar músicas ou vídeos na Internet protegidos por direitos autorais. E na terceira vez, ele simplesmente será banido da Rede. Isto é, os provedores bloquearão o seu acesso.

Como é de esperar, aqui no Brasil, começa-se a surgir as imitações à essa lei, que já está sendo barrado na própria França. Pois, se de um lado o motivo é de proteger os direitos autorais de quem que cria uma obra - e que é louvável - por outro, traz o problema de ser uma lei impopular e principalmente uma violação de privacidade do cidadão. Pois, para aplicá-la, é preciso policiar as nossas próprias ações. E quem fará isso serão os próprios provedores de acesso.


A solução para o problema é simples...
Resolvi postar aqui, uma idéia que já tinha passado para vários conhecidos, e bem antes: Ao invés de proibir a cópia de músicas e vídeos, simplesmente libera tudo. Isto mesmo! Que cada um possa copiar o que bem entender na Internet. Mas... como é que fica os direitos dos autores?

Ora, quem sempre lucra na Internet, além da publicidade e do comércio em si são os provedores de acesso. Nós pagamos para acessar a Rede. Salvo quando se trata de rede aberta - os Wireless - e que se encontram nos aeroportos, universidades etc. E pagamos pela quantidade de informação acessada. Então, nada mais natural de que seja tirada a porcentagem devida aos autores de músicas e vídeos, além de produtoras etc. Algo como R$ 0,01 por cada 10 megabytes abaixado, não importa do que seja. 5 gigabytes deve dar em torno de R$ 5,00, portanto, uns 15 gigabytes de informação por mês (R$ 15,00) não deve pesar substancialmente no bolso do internauta e nem do provedor, que deve cobrar algo em torno de R$ 70,00 a R$ 120,00 por mês de acesso.

A grande vantagem disso é que com os R$ 5,00, torna-se bastante difícil vender os DVDs piratas. Pois, os próprios internautas poderão copiar os conteúdos protegidos por direitos autorais. E ao fazê-los, estarão gerando as respectivas rendas para os autores dos produtos copiados. Assim, ninguém vai se reclamar porque teve prejuízo. Tudo o que é preciso cabe aos provedores de acesso em identificar o tipo de conteúdo que está sendo deslocado, e pagar aos criadores desses conteúdos. Não é necessário identificar o internauta que o acessa.


Ao liberar as cópias, garantimos o mercado de trabalho
A tendência será essa: Ao liberar o livre acesso a todos os tipos de arquivos, sejam de vídeos ou músicas, a Internet poderá tornar-se em um grande mercado de trabalho para muita gente. Vejamos: O que transita na Rede são as informações, não importanto qual tipo seja. E os provedores de acesso ganham com isso. Então, se os autores e as produtoras de músicas e vídeo vierem a faturar com essa movimentação, por que nós, que colocamos os conteúdos específicos não temos esse direito?

Atualmente muitos bloguistas vivem com o rendimento provenientes da publicidades. Mas uma forma interessante de obter a renda é justamente através de uma taxa de informação mínima. Digamos uns 500 pageviews/dia do teu site ou blog. Nesse caso, é a qualidade do conteúdo que define toda essa movimentação, criando assim, uma saudável concorrência. E como a rede Internet tornou-se (quase) uma necessidade, certamente que vai ser difícil de ocorrer uma recessão virtual. Ou seja, tornará em uma garantia de trabalho para muita gente.

As condições não faltam: Celulares que podem ser usados para fotografar receber e enviar as imagens. Netbooks que permitem acessar a Internet, e que custam menos de R$ 1 mil, e com menos de 1kg de peso. Redes de relacionamentos. E até o jornalismo como profissão ficou dispensado da necessidade do diploma. Mas você não precisa ser um “jornalista”. Basta criar o seu estilo de se comunicar. Desde que tenha uma boa aceitação, você até pode obter um justo rendimento.

Em suma: Vale a pena investir nessa idéia. Principalmente em divulgá-la. Porque não somente soluciona de vez o problema de direitos autorais, acabando com as polêmicas envolvidas, mas também garante um mercado de trabalho para muita gente. COMENTE

NOTA: Texto revisado em 27-8/julho/2009.


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Links relacionados:





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Links relacionados à pirataria

“Direitos autorais só quando interessam” - Blog do Nix, mostrando que os direitos autorais servem apenas para defender os interesses das grandes produtoras, pouco importando com os prejuízos aos consumidores.


Sites que permitem baixar vídeos e músicas
Uma seleção dos sites.

Emule.com
http://www.emule.com/pt/
Cliente P2P.

LimeWire
http://www.limewire.com/
“The fastest P2P program on the planet!”

Soulseek
http://www.slsknet.org/
“Soulseek(tm) is a unique ad-free, spyware free, and just plain free file sharing application”

Mininova.org
http://www.mininova.org/
Portal de arquivos por Torrent.

The Pirate Bay
http://thepiratebay.org/
Idem...

isoHunt
http://isohunt.com/
Idem...


Pequeno glossário

Torrent: Um “método de download coletivo entre internautas (...) Programas especiais como o uTorrent lêem arquivos ‘.torrent’ que redirecionam para uma rede de usuários que compartilham o download de umf ilme, uma música, um álbum ou mesmo de discografias completas” (JT - Link 18/6/09, p. 3E).

Peer to peer (P2P): “Programas em que usuários compartilham os arquivos do computador com outros internautas (...) Instalado no PC, o programa busca e baixa arquivos direto do PC de usuários do software” (idem, ibidem).


Site explicativo:

Gattune!
http://gattune.blog.br/
"O blog do Gattune! procura oferecer o máximo de conteúdo sobre a web 2.0, tecnologia e internet em geral. Os artigos são organizados em poucas categorias, facilitando o acesso deles segundo temas fechados." Funciona como um tipo de glossário, explicando as novidades tecnológicas.