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O MUNDO DO FILATELISMO E DA NUMISMÁTICA 01
Cheguei a fazer uma pequena coleção de selos, quando eu era mais jovem. Não me lembro aonde é que aprendi as noções de filatelismo. Algo do tipo como usar os instrumentos adequados, como guardar os selos, e tirar suas colas. Alguns, porém, tinham relevos, e no ato de amolecê-los com água morna (para tirar as colas), acabei tirando esses relevos. Uma lástima. Acontece que até hoje não sei se esse procedimento é correto ou não, uma vez que aprendi-o através de uma publicação. Ainda que não me lembro qual é. Enfim, a minha coleção não passava de algumas dezenas de selos, sem contar os álbuns com figurinhas, e moedas. Atualmente não disponho das figurinhas e os respectivos álbuns. Pois, foram muito tempo mesmo que as tive.

O sr. Wital consultando um álbum de selos
O sr. Wital, porém, tem milhões de selos. Ele vive disso, tanto que, apesar de ser um colecionador, esse acervo não faz parte da sua coleção, e sim, é para vendê-lo. Além de selos, ele trabalha com numismáticas (moedas e medalhas), cédulas antigas, postais, cartas e envelopes antigos (e selados), marcas de cigarros, caixas de fósforos... Sem contar o seu acervo técnico em canetas, relógios, bonecas antigas, bijouterias e pequenas antigüidades.

Estante de álbuns de selos e afins

A mesa do trabalho, com alguns álbuns em aberto.

Disposição dos selos na página de um álbum.
O termo acervo técnico provém do curso de museologia, e que fiz em 98. Significa aquele acervo existente nos museus e nas galerias, e que não estão expostas ao público. Pelo menos permanentemente, mas que eventualmente pode ser divulgado ou não. É um depósito de objetos devidamente preservado. Muitas vezes utilizados para pesquisas, principalmente nos casos de serem materiais para uso científico. Mas para tê-lo, é preciso de um espaço adequado, o que muitas vezes inibe a intenção de fazer determinadas coleções. Isso sem contar que o ato de colecionar requer paciência e dedicação.
Por que fazer uma coleção? Seja de selos, moedas ou outros objetos? O que move uma pessoa a tomar essa decisão?
Acima de tudo, você coleciona aquilo que é do teu interesse e te dá o prazer. É muito mais do que ter os objetos contigo mesmo. Mas ao iniciar uma coleção, você estará fazendo um mergulho sobre o objeto, conhecendo-o profundamente. Isto é, uma forma de dominar o assunto, podendo tornar-se em um especialista, com seu objeto de pesquisa pessoal. Dependendo do caso, você até poderá fazer determinadas publicações, dar palestras etc., e ser conhecido como um expert no assunto. É, portanto, uma forma de investimento cultural, além da possível valorização das peças com o tempo.

O dirigível: É uma fotografia sob a forma de postal. Não é um impresso.
Como colecionar os selos - Na minha opinião, uma boa opção é familializar com o seu uso através de postagens de cartas. Sei que praticamente a Internet e o uso de E-mails tornou-se em um meio de comunicação eficaz. Mas uma tecnologia não exclui a outra. Existem certas coisas que são insubstituíveis. Como, por exemplo, a arte postal, cuja exposição eu vi faz um bom tempo, no Centro Cultural São Paulo. Nela, foram mostradas as correspondências inusitadas, onde além de selos carimbados, tinham as artes feitas nas próprias cartas, envelopes ou simplesmente postais. Uma forma de expressão artística.
O sr. Wital mantém uma loja: A Filatélica Was - Av. São João, 822, loja 2. Tel.: (11) 3362-1037. Cel.: 8809-7760. Uma amostra do seu acervo no site: www.filatelicawas.com.br, e pode ser contatado através do E-mail: wital.augusto@terra.com.br. Ele compra e vende selos nacionais e estrangeiros. Também faz avaliações.
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